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A con­cepção do pro­jeto se deu a partir da mescla entre o arte­sanal e o indus­trial, que nos remete ao próprio processo do pão: o maquinário junto à mão do padeiro”.

A seleção dos mate­ri­ais, tais como o ladrilho hidráulico e o már­more brasileiro Palomino, o res­gate de ele­men­tos pré-exis­tentes no sobrado de 1898, como o assoalho em madeira no teto e a parede de pedra estru­tural con­ferem o tom arte­sanal.

O espaço do forneio, aberto visual­mente ao público, suas tubu­lações aparentes, junto à ser­ral­he­ria das estantes/​vitrine estam­pam o indus­trial.

Detal­hes como a cuba em cerâmica no salão, com torneira antiga e água fil­trada e as luminárias pen­dentes e aran­de­las no for­mato de globo leitoso, trazem refer­ên­cias pes­soais e afe­ti­vas dos padeiros.

Uma das pre­rrog­a­ti­vas do pro­grama de neces­si­dades era a não per­manên­cia na loja, sem mesas e mobil­iários de estar. Por­tanto, o layout com­preende um grande balcão/​vitrine, o caixa e uma pequena janela de frente para a rua, um take-out aonde os clientes podem reti­rar suas encomen­das sem aden­trar.

Ficha Técnica

Fotos: Filipe Mar­ques
Iden­ti­dade visual: Won­der­pus
Mar­moraria: Nou­veaux
Marce­naria e ser­ral­he­ria: Mikka
Ilus­trações: Ana Clara Pel­le­grino

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